
As altas temperaturas dessa época do ano aumentam o risco de desidratação, insolação, exaustão pelo calor e agravamento de doenças respiratórias, especialmente entre crianças menores de cinco anos, prematuros, crianças com deficiência e aquelas com doenças crônicas, como asma e outras condições respiratórias.
Para prevenir agravos à saúde das crianças, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), está reforçando as orientações durante as consultas, visitas domiciliares, vacinação, atividades coletivas e demais ações promovidas junto à população.
A chefe do Núcleo de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente da Semsa, Janaína de Sá Terra, informa que as equipes das unidades de saúde da rede municipal receberam, por meio de memorando circular, instruções para intensificar as ações de promoção da saúde e prevenção de agravos voltadas às crianças e suas famílias.
“As instruções foram emitidas por conta do calor intenso e estiagem nessa época de verão amazônico, que coincide com o aumento das queimadas na região. As equipes deverão aproveitar todos os momentos para orientar a população, nas consultas de puericultura, atendimentos de demanda espontânea, vacinação, acompanhamento de condições crônicas, visitas domiciliares e atividades educativas, salas de espera, grupos educativos e demais ações de educação em saúde”, informa Janaína Terra.
As orientações para população incluem o incentivo à oferta frequente de água potável às crianças maiores de seis meses, estimulando sua ingestão ao longo do dia, mesmo na ausência de sede, e a permanência de crianças menores de seis meses em aleitamento materno exclusivo, sem oferta de água, chás, sucos ou outros líquidos, já que o leite materno supre integralmente a necessidade de hidratação, mesmo nos períodos de calor extremo.
“As crianças devem ser amamentadas em livre demanda, aumentando-se a frequência das mamadas sempre que necessário. Com mais de seis meses de vida, elas precisam ser estimuladas para o consumo de alimentos in natura, minimamente processados, especialmente frutas ricas em água, como melancia, melão, laranja, abacaxi e outras disponíveis na região, além de verduras e legumes, respeitando a realidade e as possibilidades de cada família”, destaca Janaína.
De acordo com Janaína Terra, os pais também devem redobrar a atenção e nunca deixar crianças sozinhas no interior de veículos, mesmo que seja por um período curto. “Os carros têm um rápido aumento da temperatura no ambiente interno, o que ocasiona um elevado risco de hipertermia, quando há o aumento abrupto da temperatura do corpo, podendo ultrapassar 40ºC, e também aumenta o risco de desidratação e óbito da criança”, alerta Janaína.
Os sinais de desidratação podem variar conforme a intensidade do quadro. Entre os principais sinais de alerta estão a redução da quantidade de urina, boca seca, pouca ou nenhuma lágrima ao chorar, olhos fundos, sonolência, irritabilidade excessiva, prostração, pulso fraco e respiração acelerada. A identificação desses sinais exige atenção dos responsáveis. Caso os sintomas persistam ou a criança apresente piora do estado geral, é fundamental procurar imediatamente uma unidade de saúde para atendimento.
“Nos dias em que houver intensa fumaça proveniente de queimadas ou piora da qualidade do ar, a recomendação é que sejam evitadas atividades físicas e a permanência prolongada ao ar livre”, orientou Janaína.
Estratégias
De acordo com a médica Natália de Melo Sampaio, servidora da Semsa Manaus, os cuidadores de crianças devem adotar estratégias que reduzam o impacto do calor extremo na saúde, incluindo a maior atenção na ingestão de água, com os ambientes em que a criança circula e frequenta, e a escolha de roupas mais adequadas para climas quentes.
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Texto – Eurivânia Galúcio/Semsa
Foto – Divulgação/Semsa


