
A Feira Intercultural dos Povos Indígenas marca um momento histórico para o Festival de Parintins. Em quase seis décadas de realização do evento, esta é a primeira vez que os povos indígenas contam com um espaço oficial e exclusivo, organizado pelo Governo Federal, para exposição e comercialização de seus produtos. A proposta é colocar os povos originários no centro da economia criativa do festival, ampliando sua autonomia econômica e garantindo maior visibilidade para sua produção cultural.
Instalada em uma área de aproximadamente 700 metros quadrados, a feira conta com 50 cabines de exposição, reunindo mais de 100 artesãos dos povos Sateré-Mawé, Hixkaryana, Maraguá, Borari, Kaxuyana e Wai Wai. Além da comercialização de artesanato, o espaço oferece grafismos indígenas, biojoias, cerâmicas, cestarias e demonstrações de pinturas corporais tradicionais, aproximando turistas e visitantes da riqueza cultural dos povos originários.
Mais do que uma vitrine de comercialização, a programação inclui ações para o fortalecimento dos empreendimentos indígenas. Ao longo dos quatro dias de evento serão realizadas oficinas sobre precificação, estratégias de marketing e gestão de negócios, além da implantação de um sistema de monitoramento das vendas para mensurar o impacto da economia indígena durante o festival.
Outra novidade é a Estação Raízes, espaço criado pelo Ministério dos Povos Indígenas para reforçar o reconhecimento da cultura indígena como origem da identidade amazônica e do próprio Festival de Parintins. O ambiente convida os visitantes a conhecerem mais sobre a contribuição dos povos originários para a formação cultural da região e do Brasil.
Fepiam
As ações do Ministério dos Povos Indígenas chegam para fortalecer um trabalho que o Governo do Amazonas já desenvolve por meio da Fepiam. Durante o festival, a fundação realiza a 6ª Feira de Artesanato Indígena de Parintins, considerada a maior iniciativa de empreendedorismo originário do Brasil e que, neste ano, reunirá mais de 120 expositores indígenas de diversas etnias do Amazonas.
A expectativa é que esta seja a maior edição da história da feira estadual. Em 2025, o evento movimentou mais de R$ 950 mil em vendas, crescimento de aproximadamente 50% em relação a 2024, quando o volume de negócios chegou a R$ 630 mil. Para este ano, a expectativa é superar esses números, impulsionada pelo aumento no número de expositores e pelo crescimento do fluxo de visitantes durante o Festival de Parintins.
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FOTOS: Alex Pazuello e Tiago Correa/Secom


